O 2º dia do Fórum Económico Mundial (WEF) ficou marcado pelo anúncio de Jean Claude Trichet sobre a redução das taxas de juro na zona Euro, pela aprovação do plano Obama para a recuperação da economia, pela ameaça do presidente da OPEP de cortes na produção e pela discussão sobre o aquecimento global, num dia em que foram anunciados milhares de despedimentos de grandes multinacionais.
Ontem foi (mais) um dia negro para milhares de trabalhadores em todo o mundo. As grandes empresas (e empregadoras) anunciaram milhões de perdas e, por conseguinte, despedimentos colectivos. Por outro lado, foram anunciadas diminuições aceleradas do consumo, investimento, nº de casas vendidas e dos níveis de confianças dos agentes. Assim, o plano de recuperação da economia americana (e mundial) lançado pelo presidente americano recém eleito Barack Obama e o anúncio de mais uma diminuição das taxas de juro por parte do BCE vêm na altura certa. Esta última medida provocará uma diminuição dos encargos mensais das famílias e incentivará o consumo privado e investimento. Numa altura, em que a inflação está em níveis demasiado baixos, há riscos que se correm, nomeadamente o de deflação, i.e., variação negativa de preços. Para o consumidor não são más notícias, mas para as empresas é muito negativo porque é do tipo: "não compro hoje, porque amanhã é mais barato". As coisas ganham maior valor real, mas não há incentivo ao consumo. Ora, esta diminuição pretende evitar isso mesmo e vista como excepcional por parte do Banco Central.
Quanto à OPEP, cartel de maior importância a nível mundial, na medida em que controla o preço da matéria prima mais usada na indústria, o do petróleo. Com a recessão mundial, diminuição da procura e com o preço em baixa, os seus responsáveis estão preocupados. Para subir o preço já ameaçaram reduzir a oferta. Em causa, segundo os responsáveis da OPEP está a incapacidade de, aos actuais preços, realizar investimentos. Note-se que as actuais cotações do petróleo são muito positivas para as economias ocidentais em crise pois alivia as despesas de famílias e empresas, mas para os produtores só acarreta prejuízo, pois para além de venderem menos, recebem também menos e o petróleo, apesar da crise, não deixa de ser essencial ao crescimento económico.Outro assunto desenvolvido no Fórum foi o desenvolvimento sustentável que está longe de ser a prioridade neste debate, em prol da economia. No entanto, há quem veja nesta crise uma grande oportunidade de mudança de paradigma, modificando-se os modos de consumo energético. Propõe-se uma diminuição da excessiva dependência do petróleo, em virtude de fontes de energia não poluentes e renováveis como a eólica, fotovoltaica, de etanol e celulosa e biocombustíveis. Segundo os técnicos, este tipo de investimentos respondem às ameaças das mudanças climáticas e da insegurança energética. Mas quantas vezes já ouvimos este discurso e nada foi feito...
Ontem foi (mais) um dia negro para milhares de trabalhadores em todo o mundo. As grandes empresas (e empregadoras) anunciaram milhões de perdas e, por conseguinte, despedimentos colectivos. Por outro lado, foram anunciadas diminuições aceleradas do consumo, investimento, nº de casas vendidas e dos níveis de confianças dos agentes. Assim, o plano de recuperação da economia americana (e mundial) lançado pelo presidente americano recém eleito Barack Obama e o anúncio de mais uma diminuição das taxas de juro por parte do BCE vêm na altura certa. Esta última medida provocará uma diminuição dos encargos mensais das famílias e incentivará o consumo privado e investimento. Numa altura, em que a inflação está em níveis demasiado baixos, há riscos que se correm, nomeadamente o de deflação, i.e., variação negativa de preços. Para o consumidor não são más notícias, mas para as empresas é muito negativo porque é do tipo: "não compro hoje, porque amanhã é mais barato". As coisas ganham maior valor real, mas não há incentivo ao consumo. Ora, esta diminuição pretende evitar isso mesmo e vista como excepcional por parte do Banco Central.
Quanto à OPEP, cartel de maior importância a nível mundial, na medida em que controla o preço da matéria prima mais usada na indústria, o do petróleo. Com a recessão mundial, diminuição da procura e com o preço em baixa, os seus responsáveis estão preocupados. Para subir o preço já ameaçaram reduzir a oferta. Em causa, segundo os responsáveis da OPEP está a incapacidade de, aos actuais preços, realizar investimentos. Note-se que as actuais cotações do petróleo são muito positivas para as economias ocidentais em crise pois alivia as despesas de famílias e empresas, mas para os produtores só acarreta prejuízo, pois para além de venderem menos, recebem também menos e o petróleo, apesar da crise, não deixa de ser essencial ao crescimento económico.Outro assunto desenvolvido no Fórum foi o desenvolvimento sustentável que está longe de ser a prioridade neste debate, em prol da economia. No entanto, há quem veja nesta crise uma grande oportunidade de mudança de paradigma, modificando-se os modos de consumo energético. Propõe-se uma diminuição da excessiva dependência do petróleo, em virtude de fontes de energia não poluentes e renováveis como a eólica, fotovoltaica, de etanol e celulosa e biocombustíveis. Segundo os técnicos, este tipo de investimentos respondem às ameaças das mudanças climáticas e da insegurança energética. Mas quantas vezes já ouvimos este discurso e nada foi feito...

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