Antes de mais boa noite a todos. Venho hoje falar do panorama político em território luso. As legislativas serão daqui a menos de um ano. Os candidatos começam a perfilar-se, os partidos iniciam operações de charme e o governo lá irá apresentar as medidas populares e inaugurar obras com a comunicação social sempre atrás.
No que toca a partidos, irei falar dos 5 principais (PS, PSD, PCP, BE e PP) não porque os outros não mereçam referência mas sim porque estes são efectivamente os partidos que têm poder efectivo.
O PS está bastante forte, é sem dúvida o partido favorito para vencer as eleições não porque Sócrates tenha tido um governo brilhante (antes pelo contrário) mas sim porque a oposição foi nula. Sócrates irá certamente vencer as eleições legislativas, a grande questão que se coloca é se a vitória será com ou sem maioria absoluta.
O PSD por sua vez está pelas ruas da amargura. Erros sucessivos desde que Santana Lopes assumiu o cargo de primeiro-ministro levam a que o povo português olhe para os Sociais Democratas como um partido desorganizado, sem coerência e sem união. Ferreira Leite terá um fardo pesado mas, ao que tudo indica, esse fardo deverá ser delegado. Quero com isto dizer que muito possivelmente Ferreira Leite não vai ser candidata a primeira-ministra. Continuará como líder do partido mas não será a candidata, para esse lugar há vários nomes em agenda no entanto Rui Rio parece neste momento o homem com melhores condições para se candidatar contra Sócrates. O PSD procura uma candidatura não para vencer as eleições mas sim para tentar retirar a maioria absoluta a Sócrates. Lançar uma figura como Pedro Passos Coelho nesta fase seria arriscado visto que não venceria as eleições devido ao facto de Sócrates estar em alta. Assim sendo o PSD terá uma estratégia de defesa e não de ataque nestas eleições, o objectivo não será certamente ganhar.
No PCP Jerónimo de Sousa terá a difícil tarefa de tentar captar algum eleitorado de esquerda descontente com o governo de Sócrates, no entanto é uma tarefa que se adivinha difícil visto que o Partido Comunista continua a ser bastante ríspido e sem qualquer sentido de flexibilidade. É um partido caduco cujas suas políticas não se coadunam de forma alguma ao tempo em que vivemos. O partido só poderá ascender se iniciar uma política de renovação.
O BE continuará o seu trabalho de tentar ser a terceira força política portuguesa. Muitos jovens estão ligados ao partido de Louça, será curioso ver a forma como Louça vai fazer a sua campanha, quais os pontos que o líder esquerdista irá focar. O BE terá alguma dificuldade em ser terceira força política mas...as surpresas acontecem, resta-nos saber se será uma boa ou uma má surpresa se tal acontecer.
Finalmente o "senhor direita". Paulo Portas e o seu PP. Na minha opinião os populares não terão uma votação da qual se possam orgulhar. O PP é Portas apenas, não há capacidade de renovação. Portas é o líder e o resto parece ser uma paisagem inanimada. Mais do mesmo é prejudicial e Portas (assim como Santana) são as duas figuras mais desgastadas da política nacional.
Em quem votar? Cabe a cada um. Não sei em quem votar mas certamente que não vou apoiar abertamente nenhum dos partidos visto que julgo que nenhum tem um projecto minimamente coerente para Portugal.
domingo, 25 de janeiro de 2009
O panorama partidário português
Publicada por Rocha, André à(s) 21:45
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3 comentários:
Acho que a votar devíamos fazê-lo num partido que nunca tenha estado no poder. Assim sendo sobram dois: PCP/PEV e BE. Sinceramente não estou muito virada para os comunistas intolerantes, incultos e anti-democratas. Sobra o BE. Em princípio será a minha escolha.
Tenho depois umas novidades fresquinhas para ti...
Bom post, onde o essencial está dito.
Relativamente ao PSD e à liderança de Manuela Ferreira Leite penso que é daqueles casos em que não basta ser um expert em Economia ou Finanças para se safar na política. É necessário ter um discurso claro, acessível, contagiante, motivante e que incentive as "massas" a votar no partido e que mostre que é a melhor alternativa que o PS. Nesse aspecto, como foi dito, e bem, a oposição social democrata não se tem feito ouvir e muito menos ouvir.
Quanto ao sentido de voto dos portugueses, ainda é muito cedo para fazer avaliações. Casos judiciais como o mais recente "Freeport", juntamente com a crise ainda farão "correr muita água por debaixo da ponte".
Boa análise. É a minha grande dor de cabeça. Votar em quem??? Pessoalmente não me identifico com nenhum partido representado na Assembleia. Claro que o MRPP é a força partidária próxima das minhas ideias. xD Estou a brincar. Não sei.
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