quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Deixo-vos o texto presente no blogue pessoal, http://www.pedra-polida.blogspot.com/, da autoria da Sr. Marta Sousa, que deu origem ao comunicado feito por mim ontem: Em resposta aos Esclarecimentos aos leitores elaborado pela Exma. Sr. Marta Sousa: Auto-defesa.


Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Esclarecimento aos leitores


Caros leitores deste espaço, antes de mais deixem-me dizer-vos que este foi um dia verdadeiramente enriquecedor. Acabei os trabalhos que tinha para entregar pelo que a partir de hoje posso estar mais descontraída. Não obstante a tudo isto, passei um pouco mais de tempo na internet do que aquilo que geralmente é habitual. Ontem se a memória não me falha tive oportunidade de passa no blog Pós-contemporaneidade e, de uma forma absolutamente afável comentar um post que me pareceu um tudo ou nada parcial e irrealista. Surpresa a minha quando vejo que aquele espaço dirigido por gente dita respeitadora da liberdade de opinião transforma um blog num campo de batalha.
Rosseau dizia que “A compaixão é um sentimento natural que, ao moderar a violência do amor pelo próprio ego em cada individuo, contribui para a preservação de toda a espécie. É ela que nos impele a consolar aqueles que sofrem sem que tenhamos pensado nisso antes”. Sinceramente senti-me com vontade de consolar tão triste e ignóbil sofrimento do senhor Ícaro Sebastião. Assim sendo decidi dar-lhe um pouco de atenção, visto que a mesma parece faltar-lhe. Assim sendo respondi da forma mais cordial possível aos seus comentários. No entanto, admitamos, a paciência tem limites. Acho fundamental retirar algumas das expressões usadas por tal personagem nos seus comentários para que possamos compreender melhor. Assim sendo:
“Menina Marta, é claro que tem todo o direito de dar a sua opinião e de gostar de ser um pouco pimbalhota, mas a maior Banda Rock?”
O insulto usado como arma de quem não tem argumentos para vaticinar os argumentos expostos anteriormente. Parece-me de todo estranho que um “templário” tenha este tipo de comportamento. Aliás quem guarda a herança dos templários neste momento é a maçonaria e parece-me que não desejaria de forma alguma um iniciado em seu seio a usar expressões desta tipologia. Para além de má educação acaba por cair no completo ridículo.
“Os TR são uma Banda já adorada em todas as partes do Mundo e não só por emigrantes como os X mas por toda a gente é pena não terem quem os leve em digressão Mundial pois seria um sucesso para eles e para o nosso País, e também agradam a todas as faixas etárias desde os 3 anos até aos 60, e porventura se fosse assistir a um concerto dos mesmos tornar-se-ia uma fervorosa adepta da sua potente música.”
Acredito piamente que no Japão, no Iraque, na Coreia do Norte, na Suécia e no Botswana os Templários do Rock sejam conhecidos. Como é que alguém pode dar-se à presunção de fazer este tipo de afirmações? Demonstra não mais que um desconhecimento total da realidade ou então uma ilusão profunda em algo que não existe. Nunca fui assistir a um concerto dos Templários do Rock, apesar de tudo tenho uma opinião formada acerca da banda: verdes, muito verdes…e não sou eu a única a dizer. Podemos encontrar comentários pouco generosos ao longo do cana Youtube, alguns mesmo insultuosos que eu desaprovo totalmente como é óbvio. Mas continuemos a análise.
“…vão conseguir ficar para a história como a Melhor Banda Rock Portuguesa de Sempre e não a de maior longevidade, fazendo o que melhor sabem fazer que é Rock'n'Roll potente e sempre contra o sistema, a favor dos fracos e oprimidos e das minorias.”
Lutar contra o sistema. O que é o sistema? Será o sistema que promove programas matinais nos quais apenas se promove a ignorância? Programas esses para os quais são convidados os Templários do Rock que se deixam cair no ridículo?
“Um caloroso cumprimento também para si, esperando vir a conhecê-la um dia para troca de impressões e falarmos mais detalhadamente de certos Lóbis.”
Depois do insulto…o convite para trocar impressões. Como é possível trocar existir presunção e um certo descaramento para tal? Estranho.
“Boa Noite menina Marta, antes de mais deixe-me dizer que ainda é um pouco púbere e pimbalhota para o meu gosto.”
É desta forma que começa o segundo comentário do senhor Ícaro Sebastião. Desta vez o insulto é a dobrar. Todos sabemos que o insulto é a maior protecção para a falta de argumentos, julgo que não é novidade para ninguém. Mas o insulto continua…
“Será que a menina Marta tem credenciais para falar de música? Toca algum instrumento de cordas ou de sopro? Ou outro qualquer? não me parece! Parece-me mais do género de tocar campainhas de porta, ou castanholas, ou ferrinhos.”
Não sei se os cinco anos que estudei piano e formação musical servem de alguma coisa. há quem me tivesse reconhecido o mérito, ter estudado música a sério e não andar por aí a brincar “às melhores bandas de rock de todos os tempos no nosso formato”. Muito se fala sem saber, infelizmente e o senhor Ícaro Sebastião é perito em falar sem saber nada de nada. Nem do mundo em que vive sabe. Os Landmark’s certamente estão desalinhados com o seu pensamento.
“Quanto à humildade, não aceito lições de ninguém sobre isso muito menos de alguém assim tão púbere.”
Quando não há argumento o senhor Ícaro ataca pela faixa etária. Certamente que com 20 anos já experênciei mais que muitas pessoas com a minha idade e, não querendo afirmar que o senhor Ícaro não teve muitas experiências na vida, parece-me um ser que carrega algum tipo de frustração, quem sabe por já estar na casa dos 40 e ainda não ter sido a tal “rock star” que apregoa ser. Se o senhor Ícaro se pode falar da idade eu também posso. Já Shakespeare dizia que "A gratidão é o único tesouro dos humildes". Pena é que o senhor Ícaro não reconheça que por vezes é um tudo ou nada pouco humilde, muito pouco humilde.
“Se visse o nosso lema via logo que não sabe o que diz pois o nosso lema é "Humildes e Nobres" ao contrário dos antigos Templários que eram "Nobres e Humildes"”
Um conhecedor tão profundo dos Templários não sabe que o lema oficial da irmandade é: “non nobis domine, Non nobis, sed nomini tuo da gloriam”? Ou então a célebre frase “Veritas liberablt vos”? Uma das minhas áreas de interesse são os Templários, já fiz inclusive um trabalho bem extenso acerca da Ordem, não necessito de ensinamentos do senhor Ícaro, sim porque ele propôs a dar-me uma explicação. Senão vejamos:
“…se quiser e tiver a humildade de me pedir explicações sobre isso eu terei todo o gosto em lhas dar, mas só se me pedir e com bastante carinho.”
“…gostamos de música mais pesada, mais própria para homens de barba rija e mulheres maduras e não pimbalhotas.”
Insulto e machismo presentes. Mais uma vez, só para variar.
“O Mick não precisa de dizer nada, agora não confunda a obra grandiosa dos RS com a pobre dos X, nem a obra prima do Mestre com a prima do mestre de obras.”
Aqui está o defensor dos fracos e oprimidos. A obra do mestre é sempre maior que a do mestre-de-obras. Porquê? Não são ambas necessárias? Onde anda essa defesa dos fracos? Ai ai ai…
“Dos fracos não reza a história e teria todo o gosto de lhe explicar as minhas afirmações mas teria de ser pessoalmente pois seria uma conversa para horas.”
Dos fracos não reza mesmo a história, talvez seja por isso que os Templários do Rock ainda não tenham entrado para a história.
Em resposta a este comentário a minha compaixão acabou. Tive que dizer que não estava para aturar faltas de educação e por isso mesmo limitei-me a terminar a conversa. Porém o senhor Ícaro necessita mesmo de atenção visto que colocou de rajada mais dois comentários.
“Ah já me esquecia menina Marta se aceitamos ir ao Goucha foi para salvaguardar a nossa imagem pois a partir daquele momento tudo que apareça tanto musicalmente ou visualmente parecido connosco é pura cópia”
Ri muito quando li esta passagem do comentário. Os Templários do Rock têm site não têm? E também têm Myspace, e um canal no Youtube. Tudo datado, televisão para se certificarem que ninguém os copia e lhes rouba a ideia? Uma resposta mais convincente se faz favor.
“Vamos gravar este ano dois álbuns com o pessoal do Metal que é com com nos sentimos bem, mas isso é só para homens de barba rija e mulheres maduras que sabem o que querem e não pimbalhotas.”
Mais uma vez o insulto. Já não viram estas expressões em qualquer lado? Mas que falta de originalidade não é?
“Será que é por os TR andarem a incomodar muita gente?”
Adoro estas bandas que pensam que por terem ido à TV já têm o mundo todo preocupado. É triste…
“Menina Marta, menina Marta, esta vida é dura não é uma novela cor de rosa.Um abraço e sonhos violentos e Templários. Ícaro Sebastião.”
No fim o senhor Ícaro (após me ter insultado violentamente) vem com moral para cima de mim a dizer que a vida não é uma novela cor-de-rosa. Mas…cor-de-rosa é o estúdio no qual os Templários do Rock perderam toda e qualquer credibilidade perante a minha pessoa. Aquela rubrica matinal do Goucha.
Para terminar…a coroação do insulto:
“Notícia de última hora: os "Templários do Rock" descobriram que andam a incomodar os Pimbalhotos, os Engomadinhos e as miúdas de jardineiras descaídas. Daí as dificuldades de tocarem em certos locais. Ícaro Sebastião.”
Que fazer com estes coitadinhos?
Mas…não fica por aqui. Podemos fazer uma analogia com a obra de Cervantes “D. Quixote”. Estivemos a falar do D. Quixote (Sr. Ícaro Sebastião) agora iremos passar a falar um pouco sobre o seu fiel criado Sancho Pança.
Sancho Pança tem o nome de Carlos Vinagre. Muito mais inteligente que o seu senhor, não usa o insulto no entanto atiça a fogueira sempre que pode, aquilo a que vulgarmente chamamos de gente mesquinha.
Entre uma publicação e eliminação de comentários sucessiva (o que diz muito da rectidão da pessoa em causa) passo a comentar as intervenções do pajem nesta discussão. Começa de uma forma bastante leve, mostrando que até sabe quem é o Sequeira Costa (uau que menino brilhante, tão culto).
“Logo de seguida mostra a faceta real. Sempre que via, feito estúpido, infantil, rodeado de 10 anitos as bandas de rock portuguesas, como que inconscientemente, brotava na minha mente uma analogia entre o pimpa, os cenários pimpalhotos e as bandas de rock de cá. ppppfffffff... ouço duas vezes, já não suporto. Não é estímulo para o cérebro, só me enfada. Os Xutos na sua carreira têm somente umas quantas músicas que se aproveitam. O resto é só chouriçada.”
A expressão pimbalhoto(a) deve estar neste momento a ser dita sem vezes nos Morangos com Açúcar, deve ser a expressão da moda em Portugal.
“Eu acho que devíamo-nos dedicar ao sexo só.”
Demonstra um pensamento absolutamente magnífico, sinceramente gostei.
Mais à frente inicia a encenação de uma orgia porno:
“A noite, ímbecis adulterando a sua personalidade para chamar a fêmea... grrrrr... anda cá que eu te salto para cima!!! Música??? Quem houve??? Quem a interpreta??? Interpreta-se muito sexualmente, as musas gemendo, operetas, os acordes divinos.. poqui poqui... Truz truz: eu sou o lobo mau!!! Quero te assar no espeto”
Logo depois diz que eu não entendo nada de música julgando mais uma vez sem me conhecer. É realmente triste que existam pessoas com este tipo de forma de estar.
“…ela não deve conhecer muito o meio da música portuguesa, pelo que vi das várias intervenções”
No seu último comentário o Sancho Pança revela-se.
“Hey, como moderador nomeado pelo superior cérebro não pimbalhoto que é o ícaro Sebastião” Infelizmente o senhor C.P.V. já apagou o comentário mas posso garantir-vos que hoje de manhã tinha colocado um comentário a chamar “pimbalhoto” ao senhor Ícaro. Que coerência esta hum? Possivelmente quando escreveu esse mesmo comentário ainda não tinha acedido à sua caixa de mail.
“…até digamos que o termo "pimbalhota" é bem ternurento.”
Que dizer? Ter pena tudo bem mas quando a pena se esgota o que vem a seguir torna-se muito complicado.
“Parece-me que inexistindo contra-argumentos da parte da Sr. Marta, posso declarar a vitória do Sr. ícaro, pois a "pimbalhota" declara somente que houve insultos”
Não quero que possa parecer uma ameaça mas já coloquei acções em tribunal por um pouquinho menos que isto.
“É simplesmente infantil esse tipo de argumentação normal nas pessoas que perdem a razão ou que constantam o absurdo ou então tomam consciência da infantilidade das suas condutas.”
Não será infantil andar a declarar vencidos e vencedores de uma discussão? Não será infantil recorrer sistematicamente ao insulto? Não será infantil bradar aos céus a estupidez?
Coloquei este texto para que os leitores do meu blog possam compreender realmente que nada do que está escrito no blog pós-contemporaneidade corresponde à realidade. Por isso mesmo sinto-me altamente lesada na minha integridade moral. Posto isto efectuei print-screens de todos os comentários ofensivos à minha pessoa. Não pretendo ser mesquinha ao ponto de levantar qualquer tipo de acção no entanto, meus caros leitores, devem compreender que não é nada agradável ser violentamente insultada da maneira que fui, muito menos quando cumpri sempre com as regras de uma discussão dentro dos parâmetros da cordialidade.

Publicada por Marta Sousa

O artigo em questão, que deu origem a esta querela chama-se: Interessantes Crónicas do Mundo da Música. Para acederem visitem:http://pos-contemporaneidade.blogspot.com/2009/01/interessantes-crnicas-do-mundo-da-msica.html

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