Noticiou-se que a dívida externa de Portugal representa cerca de 80 % do PIB anual. É alarmante podemos dizer, o sobreendividamento. Dado o descrédito internacional que o país começa a ter, nos próximos empréstimos, a banca exigirá maior juro. E para contrair esta situação, que é que o governo fez??? Nada. Muita propaganda, muita sonolência, muito bocejamento e no fundo poucas medidas com efeitos reais, sentidos, que aconcheguem a população.
A política keynesiana parece a solução para o momento crítico que vivemos. Apostar na modernização de infra-estruturas, é de facto escrupuloso, mas dadas as circunstâncias, talvez fosse necessário repensar a prioridade de projectos como o TGV, pelos menos os troços que estão perspectivados. E urge dar uma resposta. Valores como a solidariedade intergeracional levantam-se, e a necessidade de mostrar em termos reais quais serão os benefícios que a população irá ter, além de um momentâneo aumento do emprego, é necessário evidenciar.
Em termos fiscais, sabemos que o dinheiro injectado irá entrar no circuito económico, será tributado e gerará receita. Contudo essa receita será suficientemente vantajosa que justifique o endividamento??? Lembre-se que os juros exigidos serão maiores, em razão do descrédito que o Estado português, o país começa a ter diante do mundo financeiro internacional. Por outro lado, temos de referir que há inúmeros problemas para solucionar estruturalmente em Portugal, não será obras com dimensão mediática que serão a resposta. Olhemos para o modelo de crescimento económico, pelo menos no que toca ao papel do Estado nos últimos anos, veremos que os resultados obtidos não acrescentam nenhuma fundamentação em termos de efeitos benéficos reais para continuar nas mesmas linhas programáticas de política. Em vez de grandes obras, aumente-se a rede de saneamento básico para a população, organize-se as escolas, aumente-se as condições reais, aposte-se na formação rigorosa dos recursos humanos, aproveite-se as potencialidade do interior com boas obras públicas, redes rodoviárias, combata-se o desperdício e as derrapagens existentes nas obras públicas, reforme-se a justiça, atendendo às mais prestigiadas personalidades do Direito, magistrados e académicos, a torne-se mais eficiente e próxima a justiça do cidadão,promova-se campanhas de sensibilização pública, no trabalho e nas escolas, para elucidar o cidadão à cerca dos problemas reais que vivemos, haja maior rigor e fiscalização no uso dos fundos comunitários. Ou seja, pequenas medidas que fazem sentido, que melhoram a democracia e a confiança do povo restaura-se. Não será com propaganda socrática que isto irá mudar, diminua-se a mentira, a irrealidade, a hipocrisia.
O Sr. Gordon Brown cometeu um erro, com um imposto que criou sobre o povo inglês. O que aconteceu??? Reconheceu publicamente, pediu desculpas. Eu penso que um licenciado por incógnita (i), também o deveria fazer, tem cometido erros, bastantes, nem coragem tem para admitir as más soluções. O Sr. fulano tal, acha que somos néscios??? Acha que gostamos de ser sodomizados, todos??? Haja lucidez, fale menos do povo português, e aja com ética, é um conselho que lhe dou e que rola na rua... Infelizmente, quando vai passear, não o ouve... ou ouve???
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Sobreendividamento e programa socrático
Publicada por Carlos Vinagre à(s) 12:00
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1 comentários:
Não, não ouve Carlos Vinagre, ele há uns anos ainda ouvia... agora não. Ele agora anda acompanhado por uns cães de guarda, que se alguém abre a boca e tenta dizer-lhe alguma coisa, eles ferram... Depois, ainda tem mais uma coisa, em casa ele também deixou de sintonizar qualquer canal em português... Ele deve ter uma colecção de videos xxx para ver quando se aninha no mapple ou na cama, porque qualquer ideia que ele tem é para nos............
Já não TOLERO sequer OUVIR pronunciar o NOME deste fulano.
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