quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

WEF - Adivinhem quem são os ausentes! (Parte I)

O Fórum Económico Mundial, que decorre de 28 de Janeiro até 1 de Fevereiro é este ano (inevitavelmente) subordinado ao tema "Shaping the Post-Crisis World"
Foi fundado em 1971 e é uma instituição independente sem fins lucrativos com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento económico e sustentável a nível mundial. Reúne-se anualmente em Davos, na Suíça onde está localizada a sua sede e é composta pelos países mais desenvolvidos e as maiores empresas mundiais, se bem que nos últimos anos tem incorporado também as economias emergentes. Enfim numa palavra, este é o fórum dos ricos.
No actual contexto económico-financeiro, com a crise nascida no cerne do capitalismo, tem todo o interesse saber o que os governos e empresários mundiais propõem para as economias saírem dela. Não é uma qualquer, pois trata-se da maior desde a Grande Depressão dos anos 30, que, num ambiente de globalização, não deixa ninguém imune.
Centrado neste objectivo e em debater a crise e as suas implicações no futuro, nas mais diversas categorias: económica, financeira, ambiental e em termos de desenvolvimento, o WEF de 2009 é marcado por uma mudança radical quanto ao tipo de participantes. Os grandes empresários e banqueiros primam pela ausência (a sua presença é muito inferior à de edições passadas), naturalmente, pois grande parte do sufoco económico partiu deles, em oposição aos políticos, representantes do Estado, que são quem os tem substituído nos mercados financeiros (aliás, o número de responsáveis governamentais duplicou em relação a 2008). Portanto, este encontro que nas últimas edições era visto que uma oportunidade de negócio, onde eram ostentados luxos, se faziam auto celebrações, festas e até onde figuras de renome mundial faziam campanha por causas solidárias dão lugar (caso de Bono da banda U2) dão lugar a ansiedade, curiosidade e aos responsáveis máximos da política mundial.
Deste modo, as expectativas do encontro mais do que falar das consequências é saber quais as soluções propostas e como pô-las em prática. Está implícito que urge a necessidade de uma nova ordem económica mundial, que tem de assentar necessariamente numa regulação do sector financeiro muito maior que aquela que se fazia sentir e cujos efeitos estão a ser penosos e saber qual o papel do Estado daqui em diante. Não restam dúvidas que o mercado autoregulável falhou e só com a cooperação e esforços conjuntos entre todas as economias e que se irá chegar a uma solução.

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