Os indicadores são para todos os gostos: os mínimos dos índices de confiança dos empresários e famílias, as falências, prejuízos (ou para os mais optimistas redução de lucros), as dificuldades de acesso ao crédito por particulares e empresas, o abrandamento exagerado da inflação, os processos por suspeita de manipulação de marcado e o mais terrível de todos: o desemprego.
A nível político, a cada dia que passa surgem novos casos de trafulhices envolvendo governantes e empresas públicas, nas mais diversas áreas e ramos de actividade.
Mas há sempre quem goste de nos divertir, como por exemplo a líder do maior partido da oposição que jamais faltaria a uma Cimeira Europeia ... nem com 40º de febre !!!
Surpreendente o extraordinário espírito de sacrifício da Dra. Manuela Ferreira Leite (MFL), que, se bem me recordo, durante a campanha para a presidência do PSD, largou tudo para ir a correr para Londres assistir ao nascimento do neto!
São situações diferentes, mas podemos comparar.
Por um lado, a cimeira a que ela se refere é de carácter informal, mas num período extremamente delicado e de definições em termos mundiais. A presença do Primeiro Ministro português não é muito relevante, antes a do Ministro das Finanças, pois muitas das medidas para combater a crise em Portugal passam pelo departamento dele (mas mesmo assim, a sua presença é de interesse nacional). Por outro lado, quando MFL foi para Londres, pôs os seus interesses à frente dos do partido e, se formos mais radicais, do país, pois estava em causa o nome do futuro candidato a Primeiro Ministro. Neste caso, não era uma questão de saúde, antes familiar.
Tudo isto se resume a "Quem telhados de vidro, que não atire a 1ª pedra"
