Vítor Constâncio exasperou-se, o cenário da banca aterroriza os analistas, a guerra deixa um território densamente povoado em ruínas, e a Finlândia vive protestos com ovos e bolas de neve e a história faz-se no coração económico do mundo. E nós, conscientes ou não do tempo que vivemos, que dizemos sobre isto??? Qual é o alcance da nossa visão sobre estes factos que entopem as nossas frágeis almas??? É infelizmente crua a minha opinião, não vejo grande agitação intelectual, sobre os nossos concidadãos. Devia ser um tempo avassaladoramente ardente, o que se abateria sobre nós, contudo, só o Estio arrefece sobre o oco cérebro que é o nosso, cérebro descalcificado, alucinadamente articulado, para o centro artístico da nossa relatividade. Faz sentido nos entretecermos com estas matérias??? Há interesse real por um ideal de "res-pública" ??? Para além de entupidos jornais informativos, de estímulos diversos que me atiram para uma torpeza impessoalizante, eu não sinto ou vejo nada de discursivamente integrante, nada de socialmente significativo. Acho que o atordoamento é o espanto do nosso mundo, o mundinho pequeno que é Portugal. O que se faz??? O que se opina??? Há método, alcance ou desprendimento??? O que buscamos realizar concretamente??? Eu não sei, tenho a cara estalada de informação, embalado em jornais, estou sufocado de factos, por isso, sou incapaz de erguer qualquer sólido opinião.
A semana que está findando, creio significativamente, é uma semana exorbitantemente rica: Obama apresenta-se como o símbolo unificador de um novo tempo americano, mais coadunado com a RealPolitik, mais plástico e astuto, sustentado por uma rica interpretação das necessidades do povo americano, da opinião pública global. Basta dizer que desde Dezembro de 2008, o seu nome foi citado cerca de 6 milhões de vezes, esta semana escreveram-se por todo o mundo 35000 artigos sobre o actual presidente da América. As expectativas são realisticamente razoável, altas, ele personifica talvez o surgimento de um novo paradigma estratégico para a América, algo concretizado por Ronald Reagan, por JFK, Roosevelt, etc. Alia as competências de grande orador a uma clara visão que tem sobre o que o tempo que vivemos necessitamos, tem consciência das limitações a que está sujeito, o seu país, e isso é significativo, já é uma importante modificação- o anterior presidente não tinha noção do poderio real da América, das suas limitações. Há outro aspecto a focar: Obama já tomou medidas elogiosas em relação ao respeito dos direitos humanos( Guantanamo), pelo menos colocou em discussão essa controvertida casa familiar do Sr. G.W.Bush, facto que é digno de louvar. Por outra lado, tem já em ideia um plano de injecção de milhões de doláres na economia americana, encetou já contactos no médio-oriente, aponta a saída americana do Iraque e pretende reforçar os laços entre as nações atlânticas, bem como atacar o foco de infecção que é o Afeganistão. O mundo espera mudanças, tem todas as condições para o fazer, mesmo que tenha uma herança do seu antecessor bem pesadita.
Em relação a Portugal, meus caros, não há nada de significativo a dizer da minha parte. Infelizmente, não me tem atraído muito, o nosso país. Está tão curvado, tão standart and poorizado, que torna-se obsoleto e depressor nos focarmos atenciosamente nos factos provincianos que nos circundam. Não nos devemos desligar, é certo, mas também devemos olhar a nossa vida social calmamente, com riso, e seriedade. Findo com as seguintes palavras: a educação já chateia, parece uma birra de crianças, o Sócrates continua a não dar respostas parlamentar, o Mário Lino é um incompetente, o Oliveira e Costa é o silêncio da nossa opinião púbica, Dias Loureiro é o exemplo de etiqueta bancária, o SFJP contínua a inspirar uma justiça limada no ferro da lógica, a Manuela Ferreira Leite não tem jeito para motivar o populismo em sua volta, nem contrariando o projecto do TGV, basta ler no Público desta semana, o artigo do Sr. Vital Moreira, para termos uma inspiradora opinião sobre a relação carnal entre TGV e a líder do PSD, o FreePort é a dor de cabeça de alguns políticos portugueses, o procurador Pinto Monteiro tem uma oralidade castiça e a psiquiatria é a profissão do futuro para o nosso país.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Auditoria Semanal
Publicada por Carlos Vinagre à(s) 20:33
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