Sabem o que enoja a qualquer convicto ser da sua autonomia??? É a falta de consciência do percurso irregular de cada ser humano, e a sua tendência para o oportunismo existencial, a falta de vínculos axiológicos e o fedor de como se comporta. Só o que é socialmente significativo é que adquire valor objectivo.
É por demais normal o como nos digladiamos por uns meros momentos de imposição ou controlo, de satisfação do nosso Ego, ou de nos mostrarmos profundamente servis no intuito de captar ou a atenção do nosso objecto de desejo ou capturar o reconhecimento de uma parte. Que animais domésticos de facto somos. Gostamos de brilhar pelo que os outros estabelecem, e pouco disfrutamos do que podemos abrir de horizontal nessa estrutura normalmente vertical de relações.
Quando abraçamos um compromisso relacional, gostamos de mostrar a carne que possuímos, glorificamos falsamente o nosso Ego, conjubilamos a potência afirmativa da nossa vontade e a concretização do nosso domínio. De facto, somos virtuosos, porque conquistamos a simpatia de quem está sentindo momentaneamente pelo que mostramos ser. Contudo, esse momento abruptamente cessa, e advém a impaciência, o confronto, o horror, qualquer coisa de anómalo, e o nosso rosto quebra-se diante do espelho matinal.
Há também aqueles que se exibem como certos modelos dos ritos burgueses, com a sua estética decorosa, com o seu equilíbrio vital de movimentos, com a dança das suas roupas que embrulham e sobressaem os traços de carne. Desses é que há muito que se diga. Por vezes parecem um modelo de simpatia, de carinho, de louvor, mas são meros fantoches de si, tendo um orgasmo de prazer em se comportarem solidariamente, conquistando a simpatia, mas escondendo o fedor da hipocrisia nas suas vestes.
Outros há que se acham maduros, que gostam de exibir comportamentos amarelos, esquecendo que a imaturidade é coisa bem mais discutível do que aparentemente pode existir, e com desdenho, tecem desconfortantes apreciações sobre outrem, sem cuidar do seu modo se ser, do seu percurso, e da subjugação a que às vezes são submetidos. Enquanto se expressarem acima do que realmente são, será alegre a sua conduta, a sua superioridade, o seu suor. Mas, não se enganem, rapidamente enxergaram com uma narina bem afinada o seu mediocretismo, a sua falta de sensatez, a sua imaturidade, e a forma como cospem dos pequenos insignificantes pormenores que tanto enriquecem o ser humano, que o distingue, sem cuidar de apreciar significativamente, mas usando esse tema como forma de passar o tempo, pois o seu cérebro funciona para simples questões, não foi talhado para uma actividade pós-pectiva.
Por último há aqueles que se debruçam pela auto-inconsciência, sobrevalorizadores do que são, do que realmente vivifica em si, do que dinamiza o seu corpo, e acham sempre ponto de discordância, sem realmente entenderem minimanente do que falam ou discutem. O princípio do domínio deve ser preservado a todo o custo, nem que seja à custa do rebaixamento absurdo dos outros.
Pois bem, meus caros, é assim um pouco a pautação da nossa conduta, sem muitas vezes de verdadeira racionalidade, mas de um pleno querer afirmar o que somos, o que é o nosso ideal, a nossa estupidez, a nossa ignorância. Somos sábios, mas o que por vezes dizemos admirar, pelo menos a exemplo em alguns hi5, é pura mentira para conquistar carne, e assar uma boa vitela com umas batatinhas gostosinhas!!! Ah, como amamos ser o centro das atenções!!!


0 comentários:
Enviar um comentário