O que deve ser mais frustrante para um ser humano carregado de energia e vontade de trabalhar socialmente, de comparticipar no processo evolutivo de uma sociedade, deve ser deparar-se com a incorrespondência e alheamento de uma massa anónima.
Há uns que esse facto até é bem positivo. Assim é-lhes mais fácil dominar a opinião, reproduzí-la, ter influência, mas é sempre um fenómeno escasso, sem grande relevância, porque o propósito a conseguir, primando pela qualidade, é verdadeiramente posicionar uma sociedade numa estrutura axiológico-crítica, e é esse o grande drama de qualquer aventureiro pró-social.
Outro aspecto relevante, é que num mundo de densas polissemias, de complexidade e de diversidade, é correcto fornecer impulsos a essa tendência, mas se não existir um veículo comunicativo, é possível vincularmos preconceitos limitadores na nossa capacidade de interagir e reconhecer o mundo. Todo o processo de integração num grupo distinto do de referência é um fenómeno que exige complexamente uma resposta activa, um despoletar de uma cognição supra-natural, se quisermos ser bem sucedidos.
Deixo aqui o apelo à participação de cada cidadão na divulgação de pensamento, a um reposicionar a sua alma, a um reorganizar a sua estrutura social, a sua mundividência, a sua cosmovisão. A sociedade e o mundo emergentes precisam de uma óptica e consciência superiores, uma conduta pós-moderna, um repensar do mundo tal como conhecemos actualmente.


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