A praia estava calorosamente a abarrotar, que fresco marítimo, que inexistência, como é bom ser-se um "normal alienado"!!! Com uma cervejita, com tanto corpo escorrendo de um suor delicioso, tanta bola rolando pela areia, como tudo isso é consolador para quem vive na ilusão do momento.
Não quero que me interpretem como um radical, avesso ao lazer, ao divertimento, ao prazer do mínimo de actividade, como o que caracteriza os animais que eu adoro, o rebanhismo da nossa sociedade gloriosamente pensante!!! Não!!! Nada disso!!! Haverá maior prazer para um homem do que ver uma princesa, com um cuequinha enlaçada no movimento suave do seu rabiosque!!! Hum... ou um Deus apolíneo que com os seu masculado corpo desliza na bruma, pela excitante praia da existência morna... Assim que a vida é realmente o auge do inactivismo!!! Bebamos até arrotar pensamento, e sejamos calvos de inteligência.
Paradoxo??? Talvez, mas a vida inteligível é um extenso paradoxo crepuscular. O importante é sermos narcísicos, beber do individualismo, falarmos pouco e mascarmos mais o sexo, rejubilar com o mínimo, e sermos alegremente conduzidos por quem, " Anormais", GOSTA DE TRABALHAR E NOS CONTROLAR!!! Assim, não temos a responsabilidade de assumir a liberdade do nosso processo de desenvolvimento, porque ter deveres é o que de mais maçudo existe, mas direitos, só dados divinamente, porque é difícil lutar por eles.


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