O advento de um novo tempo é incompreensível sem a noção de globalização. Ela é um processo de liberalização, de esbatimento de burocracias e de redução das tarifas alfandegárias. Tem como finalidade a promoção da competitividade entre diferentes Estados, de forma a obrigar as sociedades a criar as condições mais vantajosas para o progresso material, para o desenvolvimento das forças produtivas e o revolucionamento das técnicas de produção. É sob uma antropologia optmista, de raiz liberal que este modelo se configura.
Mas este processo que é um afluxo, uma interacção complexa, só foi possível pela criação de tecnologias de comunicação e de transporte altamente eficientes e velozes. A democracia, a queda do Sovietismo, a acção do FMI e do OMC, organizações internacionais, foram peças angulares para o desencadeamento e aceleração deste fenómeno.
É a forma mais universal do Capitalismo. Talvez a sua última etapa tal qual o conhecemos. Daqui em diante nada voltará a ser, mesmo que aproximadamente, como antes.
No núcleo base desta estratégia está a ideia de um progresso quase elimitado da humanidade, do lucro, das tecnologias, das sociedades e do melhoramento das condições de vida dos povos menos desenvolvidas. Levar o progresso, desencadear uma última fase de ocidentalização, é o cerne que sustenta a globalização: aproximar culturalmente os povos é contribuir para a paz mundial.
Contudo, esta sucessão de direcções, com a sua axiologia sustentadora, esbate com diversas realidades, as quais impõem dificuldades e impasses: as especificidades regionais.
Ao tentar enquadrar a diversidade, a Globalização aglutina imensos elementos contraditórios será inevitável o emergir de diversos conflitos.
Com a desregulação dos mercados, fase importante para se tentar uma aproximada unificação do mercado em termos mundiais, criou-se um fluxo de especulação bolsista inimaginável. Nas bolsas se discutem acções de diversas empresas, se estipulam preços, se fazem enormes fortunas e se cria uma inflacção irreal. Isto contradiz claramente a segunda escola Monetarista, que elaborou o conceito de Expectativas Racionais.
Ao acreditar num Homo Oeconomicus, os monetaristas achavam possível aos sujeitos decisores económicos tomar medidas acertadas, o que impediria crises bolsistas ou económicas. Estariam em pé de igualdade perante o Estado, ao prever a evolução económica, obtendo a mesma dignidade que este último,e assim sendo, decredibilizando ou tornando ineficaz a política económica. Destas permissas deriva a igualdade e viabilidade da acção empresarial e a não necessidade de intervenção do Estado na economia. Tudo isto só poderia acontecer com excelentes e rápidos meios de comunicação, o que foi possibilitado com o computador e a internet.
Contudo, esta doutrina mesmo que aceite, revelou-se um fracasso: o mercado gerou irracionalidade na afectação dos recursos escassos, situações de ineficiência, gerando-se monopólios e a adulteração de informação. Por isso, se assiste a uma especulação excessiva. O nosso mundo actual vê a falência de um teoria essencial à sustentabilidade do processo globalizador.
A Globalização enfrenta igualmente a heterogeneidade de diferentes sociedades, o seu direito, e a especificidade do seu contexto social: isto gera enormes discrepâncias sociais, a democracia ainda não se consolidou por todo mundo, o cumprimentos dos direitos humanos é ainda uma aspiração de muitos povos, óbvio que isto está a gerar grandes desigualdades sociais, usura, enriquecimento abismal, degradação do meio ambiente e da qualidade de vida, destruição de classes médias, o que poderá inviabilizar este processo revolucionário, por precepitação e optimismo desfasado das condições objectivas da realidade.
Outra consequência gravosa, são as deslocalizações de empresas: a decadência do Estado-Nação está intimamente associado com esta questão. O facto das empresas possuírem uma liberdade de movimento, sem o devido controlo do Estado, dá-lhes flexibilidade para agir por sua livre iniciativa, impondo à sociedade a alteração e recuo em direitos dados como adquiridos. O que quer dizer é que trabalhamos para as empresas, sobretudo, aceitando os seus lucros desproporcionais, sem os taxar correctamente, e recuando numa acertada justiça correctiva. O Estado reduz o seu papel, limita-se à mínima acção que se considera essencial, aceita lucros abismais, e cruza os braços diante de graves atentados aos direitos humanos.
Todavia, isto não tem sido tão linear como se pensou: os diferentes países tentam colocar outro tipo de barreiras, arranjam apoios para as suas empresas, condições favoráveis, em desfavor da população trabalhadora, criando contradicções, e não respeitando as sagradas leis naturais do mercado. Como sempre, os economias não sustentaram as suas teorias numa sólida visão da sociedade e da humanidade em geral.
Por fim, e não querendo estender-me demasiado, há que realçar que o Estado-Nação, paradigma clássico da organização social, vê-se colocado perante uma posição frustrante: é incapaz de resolver solitariamente os problemas que advêm do processo de mundialização. Isto é, é obrigado a dialogar com outros países para solucionar diversas questões como o tráfico de mulheres, drogas, armas, etc. Assim, há uma limitação da sua soberania e auto-suficiência, pondo-se em causa certas concepções teóricas, as quais têm perecido aguniantemente pelas deslocações em massa de pessoas de diversos países, num novo grande movimento migratório na nossa História.
Mas este processo que é um afluxo, uma interacção complexa, só foi possível pela criação de tecnologias de comunicação e de transporte altamente eficientes e velozes. A democracia, a queda do Sovietismo, a acção do FMI e do OMC, organizações internacionais, foram peças angulares para o desencadeamento e aceleração deste fenómeno.
É a forma mais universal do Capitalismo. Talvez a sua última etapa tal qual o conhecemos. Daqui em diante nada voltará a ser, mesmo que aproximadamente, como antes.
No núcleo base desta estratégia está a ideia de um progresso quase elimitado da humanidade, do lucro, das tecnologias, das sociedades e do melhoramento das condições de vida dos povos menos desenvolvidas. Levar o progresso, desencadear uma última fase de ocidentalização, é o cerne que sustenta a globalização: aproximar culturalmente os povos é contribuir para a paz mundial.
Contudo, esta sucessão de direcções, com a sua axiologia sustentadora, esbate com diversas realidades, as quais impõem dificuldades e impasses: as especificidades regionais.
Ao tentar enquadrar a diversidade, a Globalização aglutina imensos elementos contraditórios será inevitável o emergir de diversos conflitos.
Com a desregulação dos mercados, fase importante para se tentar uma aproximada unificação do mercado em termos mundiais, criou-se um fluxo de especulação bolsista inimaginável. Nas bolsas se discutem acções de diversas empresas, se estipulam preços, se fazem enormes fortunas e se cria uma inflacção irreal. Isto contradiz claramente a segunda escola Monetarista, que elaborou o conceito de Expectativas Racionais.
Ao acreditar num Homo Oeconomicus, os monetaristas achavam possível aos sujeitos decisores económicos tomar medidas acertadas, o que impediria crises bolsistas ou económicas. Estariam em pé de igualdade perante o Estado, ao prever a evolução económica, obtendo a mesma dignidade que este último,e assim sendo, decredibilizando ou tornando ineficaz a política económica. Destas permissas deriva a igualdade e viabilidade da acção empresarial e a não necessidade de intervenção do Estado na economia. Tudo isto só poderia acontecer com excelentes e rápidos meios de comunicação, o que foi possibilitado com o computador e a internet.
Contudo, esta doutrina mesmo que aceite, revelou-se um fracasso: o mercado gerou irracionalidade na afectação dos recursos escassos, situações de ineficiência, gerando-se monopólios e a adulteração de informação. Por isso, se assiste a uma especulação excessiva. O nosso mundo actual vê a falência de um teoria essencial à sustentabilidade do processo globalizador.
A Globalização enfrenta igualmente a heterogeneidade de diferentes sociedades, o seu direito, e a especificidade do seu contexto social: isto gera enormes discrepâncias sociais, a democracia ainda não se consolidou por todo mundo, o cumprimentos dos direitos humanos é ainda uma aspiração de muitos povos, óbvio que isto está a gerar grandes desigualdades sociais, usura, enriquecimento abismal, degradação do meio ambiente e da qualidade de vida, destruição de classes médias, o que poderá inviabilizar este processo revolucionário, por precepitação e optimismo desfasado das condições objectivas da realidade.
Outra consequência gravosa, são as deslocalizações de empresas: a decadência do Estado-Nação está intimamente associado com esta questão. O facto das empresas possuírem uma liberdade de movimento, sem o devido controlo do Estado, dá-lhes flexibilidade para agir por sua livre iniciativa, impondo à sociedade a alteração e recuo em direitos dados como adquiridos. O que quer dizer é que trabalhamos para as empresas, sobretudo, aceitando os seus lucros desproporcionais, sem os taxar correctamente, e recuando numa acertada justiça correctiva. O Estado reduz o seu papel, limita-se à mínima acção que se considera essencial, aceita lucros abismais, e cruza os braços diante de graves atentados aos direitos humanos.
Todavia, isto não tem sido tão linear como se pensou: os diferentes países tentam colocar outro tipo de barreiras, arranjam apoios para as suas empresas, condições favoráveis, em desfavor da população trabalhadora, criando contradicções, e não respeitando as sagradas leis naturais do mercado. Como sempre, os economias não sustentaram as suas teorias numa sólida visão da sociedade e da humanidade em geral.
Por fim, e não querendo estender-me demasiado, há que realçar que o Estado-Nação, paradigma clássico da organização social, vê-se colocado perante uma posição frustrante: é incapaz de resolver solitariamente os problemas que advêm do processo de mundialização. Isto é, é obrigado a dialogar com outros países para solucionar diversas questões como o tráfico de mulheres, drogas, armas, etc. Assim, há uma limitação da sua soberania e auto-suficiência, pondo-se em causa certas concepções teóricas, as quais têm perecido aguniantemente pelas deslocações em massa de pessoas de diversos países, num novo grande movimento migratório na nossa História.


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