domingo, 28 de dezembro de 2008

A economia de Obama

O novo ano vai ter uma entrada de registo no que toca à politica norte-americana. No próximo dia 20 de Janeiro Barack Obama vai ser eleito como o 44º presidente da história dos EUA.

Que consequências terá a entrada de Obama no panorama político não só americano mas também mundial? Antes de mais é importante referir que o presidente recém-eleito terá um fardo pesadíssimo visto que os EUA e de certa forma o resto do mundo deposita uma confiança enormíssima no democrata. Contudo devemos facilmente compreender que será impossível corresponder na plenitude às expectativas que todos depositam nele. Obama tem várias frentes importantes que exigem um trabalho eficaz do presidente eleito: antes de mais terá que fazer frente aquela que é considerada por alguns críticos como a maior crise económica de sempre do país desde 1929. A crise chegou a um patamar tal que sectores como o imobiliário têm uma dívida de cerca de 200 bilhões de dólares. Actualmente estã a ser leiloados cerca de 770 mil imóveis. Os Moradores são despejados das suas casas porque não conseguem cobrir as dívidas. Este abalo na economia tem vindo a gerar uma desconfiança no sector financeiro que está a ser sentida na econimia real. A juntar à crise económica, Obama enfrenta uma crise de desemprego assustadora: mais de 10 milhões de americanos estão sem emprego. É necessária pois uma resposta eficaz do futuro presidente no que diz respeito à economia e à criação de políticas que premitam estimular o mercado de trabalho. Os EUA têm actualmente um déficit de cerda de 140 milhões de dólares e uma dívida pública que ascende aos 11 triliões de dólares. Estes números assustadores fazem com que facilmente cheguemos à conclusão que Obama tem aquele que talvez seja o mandato mais árduo da história dos EUA.

Do ponto de vista económico, Obama enfrenta uma crise interna que alastrou os seus tentáculos ao resto do mundo. A ideia de um "American Dream" vendida pelo candidato democrata na sua campanha será quase impossível de concretizar visto que a situação dos americanos neste momento será mais semelhante a um "American discouragement".

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