A abstenção do Partido Social-Democrata, nesta passada quinta-feira, está a ser visto como uma posição negligente da situação que poderá colocar o País.
Falar na abstenção como uma forma de estabilidade política é intolerável. O País pode estar perto de uma crise política, mas essa crise já atingiu há muitos anos o Partido Social-Democrata. O pedir de um voto por parte deles não é mais do que pedir que façam o dever deles, enquanto representantes do povo na Assembleia da República. Sinceramente, como cidadã portuguesa, penso que o PSD passa a não ter valor político em qualquer matéria, pois abstenção é um voto nulo, mas tem poder, ou não sejam eles a 2º maior força política portuguesa. Abster-se significa um olhar de fraca e cobarde acção de um partido em decadência e espero, com agrado, ver um partido diferente e com outra tendência nas mãos do próximo presidente do Partido, que julgo ser Sr. Passos Coelho. Ler: "Espero que não conduza o país a um desastre ainda maior" da dr. Manuela Ferreira Leite é um simples apelo a dizer, se tivesse calada, agradeciamos!
Gostaria de compatilhar um site do diário económico sobre o PEC: http://economico.sapo.pt/noticias/o-pec-em-5-minutos_83483.html .
Breve serei nas minhas palavras, porque discutir já se tornou um pouco repugnante e não direi vergonhoso, pois excedo-me nas palavras. Ver um plano, questionado pelo próprio Partido Socialista, a ser aprovado revolta-me. Não vejo o principal que, de facto, deveria estar em causa: a estabilidade social. As propostas do plano são propostas anti-sociais e basicamente com uma visão economista. Falar em cortes de apoio social num momento de crise só vai trazer revolta no seio da população portuguesa, essa revolta vai trazer contestação, para não falar de outros cenários negros. Pergunto-me para quando uma reforma da segurança social? Retirar apoios sociais como o subsídio de reinsercção social e de apoio aos jovens é cruel. Questiono-me, em Londres, senão haverá alguma mente brilhante no País? Compreendo a visão do governo na tentativa de "limpar" as contas do subsídio de desemprego e tentar "empregar" à força a população, somente não vejo a conseguirem.
O mais irónico de tudo é o não haver cortes orçamentais nem poupanças até 2013, ou seja, gastar o total do PIB. Vamos vender o património do País a procura de uma estabilidade económica, com ideia a mudar a tendência das agências de rating para atrair investimentos externos. Ora a questão que coloco é esta: Como querem abrir caminhos aos investimentos externos quando pedimos altissímas taxas nas tributações? A chamada tributação das mais-valias vai ser uma coisa fenónemal pois os bancos têm planos de investimento a longo prazo para os seus clientes, que aliás são os mais rentáveis em bolsa para as 2 partes. Bom, aviso desde já que isso não vai ser aprovado, é que nenhum banco aceitará esta imposição.
Sejamos capazes de admitar o nosso erro! Portugal arrasta uma crise económica há mais de uma década. Vivemos assim desde o segundo mandato do Cavaco Silva e pergunto-me senão terá passado tempo suficiente para se ter mudado. Retorno a este pensar: Haverá acontecido a Revolução? Questiono: Houve evolução na sociedade portuguesa? Podemos ter evoluído tecnologicamente e recuperado, um pouco, o atraso face a Europa e ao Mundo, mas para a maioria da sociedade portuguesa pensamos na política como no tempo do regime. Apesar de tanta evolução, a indeferença da população face a política não mudou radicalmente e não nos interessamos pelo nosso futuro.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Decadência no seio dos grupos parlamentares
Publicada por apcastro à(s) 10:20
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