Hoje deparei-me com algumas reflexões enquanto estive sentado no café new york a olhar para as gavetas. Impressionante, cheguei lá pelas 22 horas e qualquer coisa e só vi duas mesas ocupadas. Estamos mesmo diante das férias da páscoa e não se vê ninguém praticamente nas ruas, independentemente do facto de estar um tempo menos agradável para se sair.
Ultimamente tenho tido a sensação que as pessoas desapareceram. Há momentos que tudo está cheio, há gente nas ruas, animação, noutros simplesmente desaparece tudo. Adoro cidades com animação, vitalidade, actividade, gente a trabalhar à noite, outros a conviver- a isso chamo uma cidade verdadeiramente, espaço onde não se descansa, ou se descansa por turnos.
Os computadores, a criação de grupos mais fechados sobre si, a expressão de cansaço no rosto... sinto o mundo por onde deambulo mais envelhecido, Espinho, Porto... há falta de oportunidades para uma pessoa que saia sozinha conhecer alguém e disfrutar de um aprazível momento...
E as ruas? Tudo hoje em dia se concentra numa grande superfície comercial: a discoteca. Há um tempo de amontoados gigantesco que acabam por degradar o espaço e o ambiente, deixando outros bares mais vazios... sinceramente sinto tudo muito mais pálido nos tempos que correm... e basta olharmos para o rosto das pessoas...
Carlos Vinagre
sexta-feira, 26 de março de 2010
a cidade e a diversão
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1 comentários:
Sinceramente não sei se é porque o povo vive infeliz ou por carência mesmo monetária. Sei que antigamente viamos pessoas nas ruas, nos cafés, estando frio ou calor. Agora há um abandono frequente das pessoas. Londres é o melhor caso, de dia a rebelião e a imensidão de pessoas... de noite ruas completamente vazias... nem os pubs aqui se têm safado...
É o nosso triste destino... a globalização trouxe bons e maus trajectos aos povos do mundo. Refugiar-se a frente de um computador e falar na net tornou-se uma atitude antisocial (o que não acho).
Beijos...
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