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sexta-feira, 26 de março de 2010

a cidade e a diversão

Hoje deparei-me com algumas reflexões enquanto estive sentado no café new york a olhar para as gavetas. Impressionante, cheguei lá pelas 22 horas e qualquer coisa e só vi duas mesas ocupadas. Estamos mesmo diante das férias da páscoa e não se vê ninguém praticamente nas ruas, independentemente do facto de estar um tempo menos agradável para se sair.

Ultimamente tenho tido a sensação que as pessoas desapareceram. Há momentos que tudo está cheio, há gente nas ruas, animação, noutros simplesmente desaparece tudo. Adoro cidades com animação, vitalidade, actividade, gente a trabalhar à noite, outros a conviver- a isso chamo uma cidade verdadeiramente, espaço onde não se descansa, ou se descansa por turnos.

Os computadores, a criação de grupos mais fechados sobre si, a expressão de cansaço no rosto... sinto o mundo por onde deambulo mais envelhecido, Espinho, Porto... há falta de oportunidades para uma pessoa que saia sozinha conhecer alguém e disfrutar de um aprazível momento...

E as ruas? Tudo hoje em dia se concentra numa grande superfície comercial: a discoteca. Há um tempo de amontoados gigantesco que acabam por degradar o espaço e o ambiente, deixando outros bares mais vazios... sinceramente sinto tudo muito mais pálido nos tempos que correm... e basta olharmos para o rosto das pessoas...

Carlos Vinagre

quarta-feira, 24 de março de 2010

Reformas ou Reconversões?

 É lógico que o governo tem de tomar medidas para reduzir o endividamento do Estado português. Penso que neste ponto toda a gente concorda. Onde haverá discordâncias será no método a seguir.

Na minha sincera opinião as finanças públicas necessitam de uma redução da despesa, através do rigor: a palavra é mesmo essa- rigor orçamental. Não basta procurar receitas extraordinárias. O que é preciso é evitar o despesismo nas obras públicas, as famosas derrapagens que beneficiam imensos privados, principalmente as suas contas bancárias.

Mas não basta reduzir a dívida, o défice. O momento actual é propício a reformas. Em vez de se reconverter o sistema, que é o que de facto tem sido feito, deve-se pensar num reforma, na alteração do modo de operar das estruturas do mundo- e isso tem de ser feito não só a nível nacional.

Quando um país tem um justiça perfeita mas pouco funcional, quando não há visão estratégica futura e se teme um pacto que forneça estabilidade a uma reorganização dos esquemas de funcionamento do país, quando o interesse partidário sobrepõem-se ao interesse público e passa este último a ser uma variável dependente do interesse partidário, é difícil se operar uma verdadeira transformação das coisas.

Há dez anos que Portugal aperta os cintos, é francamente injusto, ao menos que saibamos que valha a pena apertar os cintos, que seja punido quem conduziu o BPN e o BPP à situação que assistimos, que se puna as empresas que não são exemplo para ninguém e se deixe de atacar só quem tem rendimentos mínimos- e os rendimentos máximos alguém fala deles?

Se o Estado pretende receita, que taxe a compra e venda de acções, há lucros feitos em grande volume que não têm qualquer fundamento moral que não seja o mero egoísmo individual. Se não se introduz tal reforma e se o povo nem reclama por ela, como poderemos estar a reformar verdadeiramente um país? Iremos nos sacrificar mais uns anos para anos mais tarde vivermos  uma crise de proporções semelhantes ?

Carlos Vinagre


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Regresso

Este espaço vai regressar à actividade! Apelo a uma maior participação, actividade e regularidade e numa subida do tom crítico! Afinal de contas somos o futuro deste país, ou lutamos pela diferença, ou seremos mais uns que andaremos por cá, pertencendo ao "portugal dos pequeninos", como disse uma vez o escritor Raul Brandão.