Portugal, um país na cauda da Europa como todos nós sabemos e (alguns) orgulhosamente fazem sempre questão de referir continua a ser o local internacional do “comodismo” e do “deixa andar”.
Criticas surgem de todo o lado: ou é o governo, ou são os EUA ou é a UE mas, ao que parece, nós mesmos nunca somos culpados de nada. Passamos o tempo todo a dizer que o país está em crise, que a saúde está mal assim como a educação e, a bem dizer, todas as outras áreas no entanto não mexemos uma palha para mudar algo. Raros são os casos de cidadãos portugueses com uma cidadania activa, lamentavelmente esta é a realidade. Está provado que não são os governos que mudam o país, são os cidadãos do mesmo. Hoje, mais que nunca, é importante existir uma mobilização social no sentido de abanar os alicerces do comodismo e da “tuguisse” tipicamente portugueses. Desde que nasci ouço dizer que estamos em crise e que “isto vai piorar!” no entanto não é bem isso que tem acontecido, julgo que apesar de estarmos na cauda da Europa estamos muito melhor que por exemplo na década de 90 ou 80. Realisticamente falando no nosso país, nunca se viveu tão bem como agora e a história prova que conforme os tempos avançam a população vai progressivamente aumentando a sua qualidade de vida. Aqueles que pintam um cenário catastrófico para Portugal são tão irresponsáveis como aqueles que dizem que “A crise terminou” (grande Manuel Pinho). Portugal não está bem é certo mas, verdade seja dita, nunca esteve tão bem como agora. Somos um país com injustiças sociais, com uma disparidade enorme entre ricos e pobres e, acima de tudo com uma mentalidade, ou mentalidadezinha, que fica muitíssimo aquém dos nossos pares europeus. Somos um país sem identidade no qual milhares de pessoas para dizerem que pertencem a algo colocam bandeiras nas varandas em tempos de campeonatos europeus e mundiais. A sociologia prova que em tempos de crise a população de um determinado país tenta exortar o seu espírito nacionalista mas, esse mesmo espírito, muitas vezes é totalmente antagónico a esse mesmo sentimento. Não sabemos quem somos nem o que queremos, estamos perdidos num imenso mar de incertezas à espera de um D. Sebastião que venha salvar este triste povinho.
Portugal já não é um país, por enquanto é uma unidade política apenas. A nossa mentalidade já não é trabalhar em prol do país mas sim trabalhar para sobreviver durante o mês.
"Não é uma demonstração de saúde estar adaptado a uma sociedade profundamente doente."
sábado, 22 de novembro de 2008
Uma questão de mentalidade.
Publicada por Rocha, André à(s) 10:42
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2 comentários:
Gostei. Parabéns. Abraço
Adorei o texto, revejo-me totalmente nele, sobretudo na ideia de que são, com toda a certeza, os cidadãos que mudam e fazem os países, disso não tenho a menor dúvida.
E adorei a frase final sobre saúde mental he he
Obrigado pela visita ao meu blog.
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