Começar a abertura deste blog sem referirmos a esta música é como começar com o pé esquerdo.
José Mario Branco - Qual é a tua ó meu
Esta música cheira-me ao Sr. Eng. José Socrates. Engraçado... Quer dizer, agora já não se pode ter opinião. Talvez seja a maneira que o Sr. Primeiro-Ministro arranjou para "controlar a malta". Poderiamos falar em Censura, podiamos falar talvez de controlo mas não sabemos, de facto, os detalhes em que ocorreram os acontecimentos. Não querendo dizer que o Sr. Crespo esteja a mentir, porque aliás até penso que tem o seu Q de verdade, julgo que o que temos que retirar daqui não é o facto de os jornalistas serem inimigos públicos para o Sr Primeiro-Ministro (já sabemos do amor que o Sr. Eng. Socrates nutre pelos jornalistas, amor que o faz saltar barreiras), mas sim a corrupção e o facilitismo dos poderes que o poder nos atribui. Como podemos pensar em sermos um país democrático quando temos casos (com provas) de censura e faces ocultas, quando há beneficios a este e outro, quando o estado intervém em campos privados (por exemplo a caixa geral de depositos deter entidades privadas como seguradoras), etc.
Estes pequenos casos invadem a nossa vida e já não nos interessa quem fez o que a quem. No fundo não são só os jornalistas... somos nós. Parece que é mau ter uma opinião, que vai fazer-se uma ferida em alguém. Somente não consigo perceber como se pode falar em democracia quando há impedimentos a publicação de crónicas, já que um dos pilares é a liberdade de expressão.
O Sr. Eng. faz-me lembrar uma criança na creche. Quando não concordam com ele, faz birra e ameaça demitir-se. E o mais engraçado é que metade da Assembleia da República quer isso. Estou a brincar, não querem ou querem? Porque senão poderiamos estar a caminhar para uma crise politica. Mas será que já não vivemos?
Por último gostaria de agradecer desta forma. Obrigado Portugal pela tua imagem internacional de um país corrupto e falido. Obrigado por me obrigares a mudar de País para ter um futuro... Todos te amam que até choram no teu adeus.

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